sexta-feira, 25 de junho de 2010

Vida Plena


Ando com a sensação de que envelheci. E envelheci mesmo! Apesar da genética me favorecer, ando encontrando alguns fios de cabelos brancos e uma ou outra marca do tempo no rosto. Mas não estou tendo problemas mais sérios com isso.
O assunto predominante na roda de amigos é: chegamos ou passamos dos trinta anos, e agora? Alguns de nós já tem filhos (mães ou pais solteiros), já carregamos o amargo de relacionamentos desfeitos, a dor de algumas perdas insubstituíveis e a certeza de que nossa vida está começando agora. Isso mesmo. Um (re)começo. Ontem abrimos nossas caixas e tentamos colocar fora aquilo que queremos esquecer pra poder seguir adiante. Estamos em busca da vida plena ou o que imaginamos que seja isso. Cada um, no seu passo, pelo seu caminho.
O que nos une é a urgência. A sinceridade com que isso apareceu na conversa é comovente. Não nos sentimos jovens e nem velhos. Mas um pouco atrasados, tentando alcançar a vida, agarrá-la ou apenas pedir que ela nos espere por um segundo, pelo menos até terminarmos algumas coisas que não teríamos deixado inacabadas.
Apesar disso, o que marcou a nossa conversa ontem foi o infinito desejo de viver plenamente tudo que a vida nos oferecer e a consciência de que é preciso seguir adiante. A certeza de que a herança que queremos deixar é o caminho que encontrarmos pra ser feliz.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Adiando...

É impressionante como a vida segue sem que a gente perceba. A minha última postagem foi em novembro, já estamos quase na metade do ano de 2010. Pensava sempre que deveria voltar a escrever, mas as atribulações do dia-a-dia, a nova rotina (trabalho-estudo) e até mesmo a preguiça de ligar o micro, acabaram sempre adiando a volta. Mas que bom que sempre posso voltar.

PC do B na TV - voltando

Nada como voltar ao blog com esse vídeo tão especial. Parabéns ao PC do B!

PC do B na TV

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

De Volta

Semana cheia. Volta ao trabalho. Nem acredito que já passou tudo. Ainda estou um pouco assustada. Mas a rotina faz a gente esquecer as dores.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Cheiro de Acácia - Parte 1


Ele tinha certeza de que não estava certo isso. Era não era mulher pra ele. Não seria capaz de fazê-la feliz. A vida dele andava tão complicada. Ele tinha tantas coisas que precisavam ser resolvidas antes disso. O amor não era prioridade. Ele já tinha lá alguns fios brancos de cabelo e algum amargo na boca de relacionamentos anteriores. Ele ficava pensando nisso. Não dá. Não posso agora. Por que ela não o deixa quieto? Ele já disse a ela. Ela sabe. Mas ela chega, parece que não ouve o que ele diz. O frescor e a energia dela o incomodam. Ela tem o perfume da acácia mimosa. Por que é tão alegre assim? Acaso esse mundo tem permitido essa alegria toda? Ela parece que não vê o quão esse mundo está doente. Ela não vê o quanto ele está doente?

(continua...)

Chuva

Juro que nunca tinha visto chover tanto como neste ano.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Acaba 2009!

Dessa vez estive longe por motivos de força maior. O ano de 2009 foi especialmente difícil pra nós, minha família e eu. Aos trancos e barrancos a gente estava levando e torcendo pra que o ano acabasse logo, talvez com algum alento para 2010. Não é que eu me vejo resistindo a duas crises difíceis de vesícula(que acabou sendo retirada)e uma infecção no fígado? Em menos de dez dias precisei de duas anestesias gerais. Estou cheirando a hospital. Acabo de sair de lá, pela segunda vez. Isso que escrevo não é um lamento, apenas um informe aos que tem acompanhado o blog e aos amigos distantes. Retirar a vesícula foi café pequeno, a infecção no fígado foi café grande. Aos amigos, tranquilizem-se, continuo neste mundo, abatida, mas aqui. Aos inimigos (será que tenho algum?), bom, aos antipáticos então, tenho a dizer que não foi dessa vez. Da árvore de onde vim, sempre houve muita energia pra lutar, lutar sempre. Mas ninguém sai ileso das batalhas: quase dez quilos a menos (o que no meu caso não é de todo ruim... rs...), anêmica e um pouco mais chorona (também não sei se isso pode ser possível! rs...).
Queria deixar um 'brigadão' do tamanho de um abraço às minhas manas e às minhas tias Iracema e Neiva. Enfrentar isso foi possível pela força do amor de vocês.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cena Urbana

Estava andando apressada pelo centro da cidade, atravessando a praça movimentada, cheia de ambulantes, velhinhos sentados nos bancos, aquelas moças alegres que ali ficam, pouco vestidas, aproveitando o início do verão, e todo o tipo de gente, do povo. Estava atrasada como sempre. Atravessei a praça na diagonal com a esperança de que isso fosse mais rápido. Na esquina tinha um homem, um artista da rua, com sua latinha ali a espera de algum metal ou papel, que garantisse que ele estaria ali novamente amanhã. Era um senhor já, talvez uns 60 anos, ou seria menos? Talvez um pouco judiado pela dura vida que levou (ou leva?). Pode ser que tenha menos idade. Tinha as feições de quem vem dos campos de cima da serra. Um brasileiro, um bugre (assim eram chamados os indígenas locais), como os gringos gostam de dizer aqui – sim, porque todo mundo é italiano na cidade. Brasileiros são os outros.
O fato é que ele fazia uma coisa inédita (ao menos pra mim). Ele tocava violão e ao mesmo tempo ‘tocava’ uma folha. Isso. Uma folha de uma árvore qualquer (ouso dizer que era uma folha de ligustro). Com a folha na boca ele tocava ‘Mérica, Mérica’ em primeiro plano, o violão que o acompanhava apenas fazia a base.
Na minha pressa urbana fui obrigada a diminuir o passo para ver e ouvir. A cena era quase improvável. Um descendente de bugres tocando a ode da imigração com uma folha de ligustro??? Admirei a astúcia do homem. Ele sabe bem sobre as coisas desta terra. Tratou de fazer a limonada com os limões.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Eco

Escrever e colocar minhas coisas aqui tem sido muito gratificante. Me deixa feliz o fato de que algumas coisas que eu escrevo estejam tocando as pessoas, que elas estejam dando eco na alma de alguns. Ninguém quer falar sem ser escutado, sem ouvir alguma voz... que bom que tem sido vozes amigas.